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Frete marítimo sobe com demanda chinesa por commodities
05/06/2008

Os custos para transporte marítimo de matérias-primas como o carvão e o minério de ferro para a China atingiram patamares recordes e não devem recuar neste ano, afirmaram corretores nesta quarta-feira.



O índice de fretes capesize do Báltico, que monitora o transporte de cargas em navios com capacidade de 150 mil toneladas, atingiu 19.488 pontos, superando o recorde registrado em novembro e acumulando alta de 43% desde o início do ano.



Já o índice de fretes marítimos do Báltico, mais abrangente, alcançou o recorde de 11.793 pontos em 20 de maio e permanece nesta faixa, cotado a 11.623 pontos.

Além disso, o custo para o transporte de commodities em todo o mundo, especialmente para a China, deve continuar alto, de acordo com um analista da indústria.



"Acredito que a probabilidade é que as taxas de frete continuem muito, muito altas no curto prazo", avaliou.

Segundo o analista, a demanda por embarcações supramax era leve, mas a forte demanda por navios panamax e capesize, de maior capacidade, havia elevado a média de preços.

"A força está no granel, naqueles que movimentam minério de ferro e carvão", avaliou.



Negociações

A China tem buscado a Índia e o Brasil como alternativas para atender à demanda por minério no país, já que estão difíceis as negociações com as mineradoras australianas Rio Tinto e BHP Billiton em relação a taxas de frete e preços de longo prazo.

A segunda e terceira maiores mineradoras do mundo, respectivamente, buscam um prêmio que reflita os custos de frete mais baixos em comparação ao minério de ferro exportado pelo Brasil, grande fornecedor do produto.



O custo do frete para exportar o minério de ferro australiano para o nordeste da China é de aproximadamente US$ 50 a tonelada, enquanto o produto de origem brasileira consome por volta de US$ 108 a tonelada.



As empresas chinesas também entraram no mercado disponível para adquirir minério de ferro, incrementando a demanda para os embarques imediatos.



"As taxas de frete para o transporte de cargas adquiridas no mercado disponível atingiu níveis recordes", comentou Calum Kennedy, analista de cargos a granel da Clarksons.

"

O principal motivo (para a alta) é apenas uma escassez na região do Atlântico para carregar os navios com o minério brasileiro imediatamente." (Com informações da Reuters)



Fonte: Revista Portuária

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